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  [08.05] 8º Dia - Dealema - Eagle Eye Cherry

Pouco antes do início do primeiro concerto, passavam-se imagens nos dois ecrãs que ladeavam o palco de cenas típicas da Queima das Fitas: estudantes (cartolados ou não), abraços, amigos e muitos sorrisos. A música que acompanhava essas imagens parecia traduzir o sentimento que, certamente, era partilhado por muitos dos presentes. E essa música era “The End”, dos Doors, onde a alturas tantas se diz: “This is the end, Beautiful friend / This is the end, My only friend, the end / Of our elaborate plans, the end / Of everything that stands, the end”. Saudosismo à parte, a primeira parte da noite, musicalmente falando, era dedicada ao hip hop, pelas mãos de Fuse, X Pião, Mundo e Mase e DJ Guze – os Dealema. Provavelmente por estarem em terreno quase caseiro, os Dealema optaram por seguir um alinhamento que deixou os verdadeiros fãs mais do que satisfeitos, pegando em “Dealema”, o disco de estreia, menos vezes do que nos concerto de 2004 e dando destaque a faixas que não surgem nesse mesmo disco. Ainda assim, canções como “Tributo” (“Esta é para todos / Os meus verdadeiros amigos / Esta é para todos / Estiveram lá quando foi preciso / Esta é para todos / Aqueles que acreditaram em nós / Os mesmos que nunca nos deixaram sós”), “Infiéis (Ninguém Teme)”, “BófiaFobia” e “Rota de Coalisão”, tema que contou com a presença em palco de Ace e Presto dos Mind da Gap, habituais colaboradores nos concertos dos Dealema.

Para fechar a Queima das Fitas do Porto com chave de ouro, o pop-rock de Eagle Eye Cherry, que ousou também pisar terrenos do blues e do reggae. O seu último disco de originais é “Sub Rosa” de 2003, mas a carreira de Eagle Eye Cherry remonta já a finais dos anos 90 com o seu primeiro disco, “Desireless”. E foi precisamente do primeiro disco que saiu o primeiro hit da noite, a muito rodada “Falling in love again”. Depois apresentou, entre outras, canções como “Feels so Good” e depois voltou aos finais dos anos 90 com outro dos seus grandes êxitos: “Save Tonight” foi entoada por todos os presentes. Para o encore estavam reservadas “Roots Rock Reggae” e a esperada “Are You Still Having Fun?”. Ironia do destino, Eagle Eye Cherry até fazia anos naquele mesmo dia e a festa fez-se de tons de aniversário e de despedida.



  [07.05] 7º Dia - Milton Nascimento + The Gift

Se é verdade que tudo o que começa tem um fim, também não é menos verdade que a festa da Queima das fitas se aproxima cada vez mais do seu término. Mas o dia de sexta-feira era um dia cheio: a começar, o Teatro de Rua pela Rua de Santa Catarina; em seguida, o habitual Baile de Gala, a decorrer no Casino da Póvoa; por fim, o já habitual CineJazz. Mas a noite fez-se de música, como sempre. Começou por se fazer com as canções de Milton Nascimento, o cantor brasileiro que editou recentemente “Pietá” e que se encontra agora na promoção desse mesmo disco. Para começar, a banda que o acompanha é competentíssima, e nesse aspecto o destaque vai todo para Marina Machada, a cantor que chegou até a fazer alguns duetos com Milton durante a actuação. Durante a actuação perfilaram-se canções como “Vento de Maio”, uma surpreendente versão para “Going to California” dos Led Zeppelin, “Pablo”, a belíssima “Encontros e Despedidas” (canção sobre viagens de comboio, despedidas e “trens” que são os mesmos da chegada e da partida), uma canção dedicada à mãe de Milton Nascimento sem letra (porque como ele próprio confessou, não há palavras no dicionário que façam justiça a uma pessoa como ela era) e a quase tribal “Tambores de Minas”. Depois da apresentação da banda e de uma saída de palco, um encore que incluiu uma canção sobre o “coração de estudante” e “Maria”, cantada por muitos dos brasileiros que marcaram presença no recinto da Queima das Fitas.

Para fechar a noite, a actuação dos portugueses The Gift, a banda que surgiu em palco tapada por um enorme pano branco que só caiu algum tempo depois. No seguimento do lançamento de “AM/FM”, o terceiro disco da carreira da banda de Alcobaça, os The Gift aumentaram ainda mais o seu sucesso por terras lusas, vendo o seu disco constar dos TOPS de vendas. Como não poderia deixar de ser, o concerto decorreu baseado fundamentalmente no duplo “AM/FM” (em canções como “An Answer”, “Driving You Slow” ou “You Know”), mas os regressos ao passado foram bastantes e aplaudidos: “OK! Do You Want Something Simple?” e “Question of Love” foram alguns desses regressos. Sónia Tavares mostrou-se especialmente orgulhosa por ter estado com os The Gift em Los Angeles (num concerto no Key Club, inserido no Festival Musexpo) e pôde contactar que o apoio aos The Gift é muito e dedicado.



  [06.05] 6º Dia - Blasted Mechanism + Da Weasel

A quinta-feira da Queima das Fitas do Porto é conhecida essencialmente por duas coisas: por um lado, por ser a noite Super Bock, a noite dos preços baixos da cerveja, por outro lado, por contar com a habitual presença dos Xutos & Pontapés, a incontornável banda portuguesa, responsável por algumas das maiores enchentes de sempre do Queimódromo. Desta vez os Xutos não marcaram presença – para tristeza de muitos – mas esta quinta feira reservava, além do Sarau Cultural e do CineJazz, dois nomes que prometiam estar à altura das expectativas. Até porque a enchente repetiu-se e, por volta do início do primeiro concerto da noite, as filas de trânsito entupiam a maior parte dos acessos ao recinto da Queima.

Os primeiros a subir ao palco foram os Blasted Mechanism, um concerto que acontecia ainda na sequência da promoção do novo disco de originais, “Avatara”, editado muito recentemente e que promete – e já cumpriu – ultrapassar as barreiras nacionais. Este concerto ficou também marcado pela nova vaga de fatos dos Blasted Mechanism, elemento fundamental nas suas actuações, conhecidas pela energia e excentricidade. Todo o aspecto cénico das actuações dos Blasted Mechanism funciona como um essencial complemento da sua música, uma mistura de rock com electrónica que desafia rótulos ou classificações. A isto tudo junta-se a percussão constante, os sons do didgeridoo e temas como “Are You Ready”, “Karkov” e “Atom Bride Theme”, algumas das canções mais conhecidas dos Blasted Mechanism.

A falange de fãs era imensa, o passado é conhecido e o presente também. A carreira de mais de 10 anos dos Da Weasel fizeram – e fazem - com que os seguidores aumentem de dia para dia. “Re-definições” é ainda o motivo maior dos concertos dos Da Weasel e 2004 foi um ano de reconhecimento para Pacman, Virgul e companheiros. A experiência de estrada é já muita e isso acaba por se reflectir nos concertos. E este, como é habitual, fez-se de canções novas e canções mais antigas: “Essência”, “Carrossel”, “GTA”, “Selectah”, Toda a gente”, “Tas na boa” e “Re-tratamento” fizeram com que o concerto se construísse em aumento de intensidade. Nesta última, todos gritaram alto e bom som, o refrão conhecido por todos: “Olá nina quero tratar de ti, dar-te o mundo e o outro, tenho tudo aqui / Chega só um pouco perto de mim, acredita que nunca me senti assim... / yeah yeahhh na na nana yeah yeahhh yeah na na nana...”. Recordaram passagens de Seven Nation Army dos White Stripes, Bob Marley e até Marilyn Manson em “Beautiful People” e deixaram o povo da Queima das Fitas sedento de mais e mais.



  [05.05] 5º Dia - Primitive Reason + João Pedro Pais

Para o quinto dia da Queima das Fitas no Porto, ao que parece, aconteceu aquilo que se pode chamar de “o descanso dos guerreiros”. Depois do sempre cansativo cortejo pela cidade do Porto, a massa estudantil marcou presença em menor número, o que não impediu que por alturas da última actuação já o Queimódromo estivesse muito bem composto. A quarta-feira ficou também marcada pelo XVIII Fita, o Festival de Tunas que decorreu no Coliseu do Porto e por mais uma sessão do CineJazz. Mas voltando à Queima das Fitas propriamente dita, os primeiros a subir ao palco foram os Primitive Reason, um concerto que decorre na sequência da promoção de “Pictures in the wall”, o quinto disco da uma já longa carreira. A música dos Primitive Reason faz-se essencialmente de fusões. Há espaço para o reggae e o ska, para o hip hop, para o metal e o hardcore. E no que diz respeito às faixas seguidoras dos últimos dois estilos mencionados, reinou o mosh, responsável por algum levantar da poeira. De resto, há letras em inglês, português e até espanhol, e há percussão quanto baste, uma secção de sopro e “Kindian” a fechar a primeira parte do concerto, pois estava reservado ainda um encore com jogos vocais e percussão e mais alguns temas para agitar o mosh pit.

O próximo concerto, o de João Pedro Pais, fez com que a média de idades dos espectadores do Queimódromo aumentasse significativamente, mas a música do autor de “Mentira” parece ultrapassar qualquer barreira de idade, sexo ou profissão. Desde 1997, João Pedro Pais tem vindo a obter uma expressão nas rádios e entre os públicos que, provavelmente, nem ele podia imaginar. As suas canções, essas, são cantadas de fio a pavio por aqueles que assistiam ao seu concerto: quer se tratem de baladas, ou de temas mais rock. Como não podia deixar de ser, temas como “Nada de nada”, “Ninguém (é de ninguém)”, “Louco (por ti)”, “Do avesso” e outros clássicos que tais. Às tantas, João Pedro Pais confessa até que, para ele, é mais importante estar ali, na Queima das Fitas com os estudantes do Porto, do que seria estar a fazer a primeira parte de Bryan Adams no Rock in Rio. E adiantou ainda: “Sem vocês, sou uma merda”.



  [04.05] 4º Dia - Ágata - Quim Barreiros

A terça-feira da Queima das Fitas do Porto é sobejamente conhecida por dois motivos fundamentais: o primeiro, pelo cortejo académico que junta milhares de estudantes, familiares e curiosos, num percurso pelas ruas da cidade que começa junto às instalações da Reitoria da UP e termina na praça D. João I. Aqui, todos os excessos são esquecidos e até a policia se junta à festa, numa celebração que se significa a despedida de alguns estudantes da vida académica, o apoio aos fitados e o incentivo aos caloiros, recém chegados à academia. Em segundo lugar, a afamada noite musical de terça-feira que costuma contemplar alguns dos nomes maiores da música popular portuguesa. Se o ano passado José Cid e Quim Barreiros foram os protagonistas principais, desta vez coube a Ágata e – de novo – a Quim Barreiros a capital tarefa de colocar os cansados estudantes em clima de euforia.

Quando Ágata entrou no palco com a sua banda, a recepção do público não poderia ser melhor: na plateia, exibiam-se cartazes com mensagens como “Amo-te Ágata” e “Ágata, quero um filho teu” e ensaiavam-se cânticos como “És tão boa, és tão boa”. A cantora agradeceu e retribuiu os elogios – mais tarde, Ágata confessou até estar a sentir-se em Hollywood - e partiu para uma actuação que contemplou os maiores clássicos da sua carreira. Como não soltar a franga com canções como “Maldito Amor”, “Mãe Solteira”, “Última lágrima”, “Sozinha”, “Perfume de mulher”, “Comunhão de bens” e todas as outras canções sobre traição, amor ao desengano, partilha de bens, mulheres desgraçadas e mães solteiras? Vai-se a ver, e toda a carreira da Ágata é um enorme “Best Of”. Como não repetir em uníssono os nacos de prosa popular que Ágata deixa soltar? Como não delirar quando a isso tudo se juntam meninas no coro (uma delas até trocou de posição com Ágata para apresentar o seu mega hit aquando da sua colaboração no duo Bruna e Liliana), uma secção de sopro, percussão quanto baste, refrões cantados a cappella, dançarinas, dedicatórias a homens e a mulheres e ao Francisquinho, medleys, um encore e o dueto final de Ágata com um estudante que no inicio lhe havia pedido um autógrafo? Mas o melhor ainda estava para chegar.

E o melhor é Quim Barreiros, embaixador mor das canções picantes e trocadilhos sexuais, o artista que um dia se aventurou a contar a história da garagem da vizinha, da Teresa que chupa um gelado feito de framboesa, de aventuras olfactivas pelo bacalhau da Maria, de mestres da culinária, de picadas de enfermeiro, dos peitos da cabritinha e outras que tais. Rodeado de pelo menos três acordeões e da sua banda, Quim Barreiros transformou o Queimódromo numa espécie de arraial picante que deu origem a comboiozinhos humanos, bengaladas no ar e as habituais manifestações de euforia. Apesar do cansaço provocado pelo longo e fatigante percurso da tarde, poucos foram aqueles que recusaram um pezinho de dança. O Queimódromo – repleto, repleto – foi ao rubro, e outra coisa não seria de esperar. Depois de um medley delicioso, a despedida de Quim Barreiros fez com que os estudantes se dirigissem às barraquinhas para continuar a noite até que a luz do novo dia chegasse.



  [03.05] 3º Dia - Mesa + Orishas

Mais um dia da Queima das Fitas do Porto, mais um corrupio de actividades académicas e musicais. A juntar ao CineJazz, o dia 2 de Maio no calendário da Queima foi ainda marcado por actividades de beneficência (acção cujos resultados revertem a favor de instituições de solidariedade social da cidade do Porto e pelo Concerto Promenade no Teatro Municipal Rivoli. Musicalmente, a noite prometia ser de festa, não fossem as duas bandas presentes autênticos convites a um pezinho de dança. Subiram os Mesa ao palco, pegaram no disco de estreia para apresentar “Fumo da Frase”, mas pouco depois voltaram a 2002 e à compilação “Pop Up Songs - Optimus 2002” para que se desencantasse “Divagadora”, o primeiro hit dos Mesa (quer no concerto, quer na carreira dos Mesa). Mas a noite não havia de se fazer apenas e exclusivamente com as canções do passado. Houve também espaço para as canções do presente e do futuro: as canções do próximo disco dos Mesa – “Vitamina” – que será editado ainda este ano. Mas voltando ao passado, os Mesa haviam ainda de apresentar “Esquecimento”, “Luz Vaga” e “Mímica sísmica”, alguns dos temas dos Mesa que obtiveram mais projecção junto dos media. Aí, o público juntou-se à festa que se prolongou até ao encore, com “Nova Calma” e com a repetição de “Luz Vaga”.

Mal se puderam escutar os primeiros sons vindos do palco onde iria acontecer a actuação dos Orishas, tornou-se óbvio que o Recinto da Queima teria, pelo menos aparentemente, atingido o seu recorde de assistência no que diz respeito às noites deste ano, até agora. O rap de inspiração cubana havia uma vez mais de assaltar o recinto da Queima das Fitas do Porto, espalhando o clima de festa por todos os presentes. Daí até à dança desenfreada foi um instante. Agitavam-se bandeiras de Cuba no ar, repetiam-se frases. Do palco, disparavam-se rimas furiosas, cozinhava-se percussão de tonalidades cubanas e coloria-se o ambiente com instrumentos de sopro. “Que Pasa” surgiu logo após a introdução e a partir daí foi sempre a subir. ”Represent”, “”Distinto” e “El Bombo” foram também momentos importantes de se destaque. Como não podia deixar de ser, os Orishas apresentaram algumas canções do seu novo disco, “El Kilo” editado recentemente (finais de Fevereiro do ano que corre). Mas é nos maiores clássicos que a festa se intensifica. O encore havia reservado a merecidíssima homenagem a Compay Segundo, brilharetes da percussão, do DJs no scratch, dos instrumentos de sopro, confusão generalizada provocada por correrias em palco, coreografias ensaiadas, repetição de refrões e de máximas lançadas em forma de motim e alguma histeria generalizada. Tendo em conta os resultados da noite, será complicado alguma actuação bater a dos Orishas no que à festa diz respeito.



  [02.05] 2º Dia - Fingertips + Clã

No dia em que se cumpre a tradição da Missa da bênção de pastas (este ano celebrada no Estádio do Bessa), o início do CineJazz e o Encontro de Coros Académicos no Ateneu Comercial do Porto, o cartaz da queima das fitas apresentava dois nomes com carreiras e anos de existência bastante distintos. Os Fingertips, liderados pelo ainda jovem Zé Manel (responsável pelas letras na singela idade dos 15), surgem na queima na sequência da promoção do disco de estreia, “All’bout Smoke ‘n Mirrors” editado em 2003. Apesar de Zé Manel não ter ainda adquirido plena experiência de palco, até pela sua tenra idade, os Fingertips contam com o traquejo de músicos como Rui Saraiva que havia já trabalhado com os Eye.

A primeira vez que Zé Manel se dirigiu à plateia da Queima das Fitas foi para soltar um satisfeito “Boa Noite Porto”, gesto retribuído com palmas e demais manifestações. Como não podia deixar de ser, “Picture Of My Own” e ”“Melancholic Ballad (For The Leftovers)” marcaram presença no alinhamento, onde também se avistaram canções como “I Can” – dedicada a todos aqueles que acreditam e que tudo fazem para alcançar os seus sonhos – e “Smoke N'Mirrors”, o tema que dá nome ao disco de estreia dos Fingertips. As coreografias incluem quedas triunfais no chão, cantar de joelhos e saltos rock ‘n’ roll. O encore havia ainda de apresentar de novo as mui populares “Picture Of My Own” e ”“Melancholic Ballad (For The Leftovers)” (canções onde os isqueiros no ar seriam substituídos por bengalas, até porque são alvo de uma das várias homenagens desta semana), havia de dar espaço às considerações e obrigações da praxe, para depois, após a saída dos Fingertips, se preparar o palco para a actuação dos portuenses Clã.

Repetindo a presença na Queima das Fitas de 2004, os Clã apresentaram-se no Queimódromo para cedo e claramente se tornarem os grandes vencedores da noite. Há algo de simplesmente enérgico nos Clã – e em especial em Manuela Azevedo – que transforma qualquer situação, motivo ou celebração em algo mais do que isso. Naquele que é o recomeço da digressão de promoção do disco “Rosa Carne”, os Clã acabaram por concretizar um desfile de clássicos de uma carreira mais do que sólida e comprovada: “Fahrenheit”, “H2omem”, “Sopro do Coração”, “”Corda Bamba”, “GTI” e “Problema de Expressão”. O disco “Rosa Carne” surgiu representado por canções como “Carrossel dos Esquisitos”, “Competência para Amar”, “Uma mulher da Vida” e “Eu ninguém” mas ainda houve espaço para duas agradáveis surpresas: a pop-algodão-doce-com-sensualidade do tema “Slow” de Kylie Minogue (na apresentação da canção, Manuela Azevedo referia-se a alguém da mesma altura que a sua, mas bem mais apessoada) e “Crawdad Hole” de Legendary Tiger Man. Dizer que os Clã não conseguem dar concertos maus, é uma boa verdade; dizer que Manuela Azevedo é uma das artistas portuenses mais queridas pelas pessoas da cidade é outra verdade indiscutível. A sua força e energia são tudo aquilo que a Queima das Fitas do Porto poderia alguma vez desejar.



  [01.05] 1º Dia - Duff + Pedro Abrunhosa

A chuva ainda ameaçou, mas a história havia de se repetir uma vez mais ainda. No dia em que se cumpre a tradição da Monumental Serenata, a quase religiosa celebração que se cumpre desde 1949 (altura em que a Queima das Fitas de Coimbra a introduziu no seu programa), as barraquinhas ganharam cor e vida, o recinto foi se enchendo e a Queima das Fitas do Porto – edição 2005 - teve finalmente o seu inicio. Na verdade, musicalmente falando, era já 1 de Maio quando os Duff subiram ao palco, cabendo-lhes a difícil tarefa de estrear o palco, quando muitos ainda se encontravam na Serenata. Começaram como um quarteto em Torre de Moncorvo quando decorria o ano de 1996, mas em 2001 tornaram-se um quinteto com a entrada de um novo elemento para os comandos do didgeridoo. Mas há um motivo especial para que a actuação dos Duff tenha acontecido na Queima das Fitas: o facto de terem sido considerados a melhor banda do III concurso de Bandas de Garagem. E a maqueta gravada em Abril de 2003 acabou por constituir base fundamental da actuação dos Duff. Temas como “Transparências” e “Reflexos” (tema cuja introdução faz lembrar os Zen) mostram uns Duff empenhados na fusão do ska e do funk com o rock, cravada através de duas guitarras, um baixo e percussão. A espaços, ouvem-se os sons aborígenes do didgeridoo que fazem com que os Duff se assemelhem aos Blasted Mechanism – especialmente quando se operam mudanças de ritmo. “Conhecimento” serviu para que os Duff mostrassem apreço e agradecimento a todos aqueles que ajudaram o projecto a crescer, e há até quem trauteie as canções da banda por entre uma plateia que se foi compondo cada vez mais ao longo da noite.

Já com o recinto perto de estar repleto, Pedro Abrunhosa, um homem da cidade, subiu ao palco com os seus Bandemónio para depois do concerto do ano passado no mesmo local, repetir a dose, para gáudio do público. Como recompensa pela fidelidade do público da Queima, Pedro Abrunhosa confessou: “Nunca me canso de dizer isto: é bom estar em casa”. E porque a Queima das Fitas do Porto não se faz só de portuenses, aproveitou para saudar os presentes oriundos de Matosinhos, de Leça, de Gaia e da Maia. Havia ainda de incentivar o público a gritar patrióticos “Viva Portugal”. E assim foi. A canção “O que é que vai ser de mim” parece ter sido escolhida a dedo para a ocasião: “Hoje vi mais um concurso / De estrelas de rock ´n´ roll / De certezas e proezas / Sexo, droga e futebol! / À noite na discoteca / Os shots falam verdade / Afinal para que serviram / Dez anos de Faculdade?”. O contacto permanente com o público por parte de Pedro Abrunhosa levou-o a perguntar quem queria ir ao Algarve, fazer amor na praia e voltar logo de seguida. Tudo isto para que o tema “Algarve” fosse introduzido, num alinhamento que apresentava pouco tempo depois o primeiro grande clássico da noite: “Se eu fosse um dia o teu olhar”. Aí, em ambiências mais intimistas, bem características no autor de Viagens, confessa quase em sussurro: “Pede-me a paz / Dou-te o mundo / Louco, livre assim sou eu / (Um pouco mais) / Solta-te a voz lá do fundo / Grita, mostra-me a cor do céu.” Ensaiou depois uma coreografia toca-no-chão-toca-no-céu mesmo antes de da descontraída “É preciso ter calma” – hino à serenidade e ao sossego – para depois prestar uma homenagem a James Brown: afinou a plateia para a tirada “Get Up” e para isso teve apoio de riffs a condizer. Traduziu então tudo para português e o resultado é um “Põe-te de pé”, repetido pelos Bandemónio.

Os hits prosseguiram com “Socorro” (Pedro Abrunhosa conseguiu fazer com que todo o público saltasse) mas deu depois um salto para tempos mais recentes com “Diabo no Corpo”. “Dá-Me Tudo Que Tens Para Me Dar” surgiu em raiva, “Se eu voltar” apareceu despreocupada, “Talvez Foder” irrompeu com veemência. Pedro Abrunhosa aproveitou para falar da dívida dos clubes ao disco e, em jeito de crítica social, comentou: “Nem vocês pagam as propinas, nem eu pago os impostos até 2010”. Gritou por justiça, gritou “talvez foder”, ouviu-se um solo de saxofone em fúria. “E depois da tempestade, veio a bonança”, referiu Pedro Abrunhosa, instantes antes de se sentar nas teclas para apresentar “Momento (uma espécie de céu)” e a sua poesia solta a uma plateia que não hesitou em levantar isqueiros e telemóveis no ar. O refrão, esse, foi entoado pelo público: “Pedes-me o momento / Agarras as palavras / Escondes-te no tempo / Porque o tempo tem asas / Levas a cidade / Solta no cabelo / Perdes-te comigo / Porque o mundo é um momento”. Pedro Abrunhosa abandonou o palco logo após, mas voltaria ainda para um encore com quatro temas onde se destacam obviamente “Lua” e “Tudo o que eu te dou”. Mas houve tempo ainda para uma saudação especial do público aos Bandemónio, a apresentação dos membros da banda e uma mensagem de Pedro Abrunhosa para o público: “E o maior músico hoje não esteve no palco, esteve aí”.



  [27.04]

Depois de quase um ano silencioso, o espaço tumural do queimódromo começa a ganhar vida... Os postes de electricidade já foram revistos, novas cablagens preencherão a noite estudantil. As barraquinhas brotam de um chão infértil, as antenas de telémovel crescem em direcção ao ceu e o exército de comissionistas de instalações, logística, armazéns e restauração aparece! Pulula vida novamente no Queimódromo – vem aí a maior Queima do País!!

  [25.04] Inauguração do site

A Federação Académica do Porto inaugura o site Queima das Fitas do Porto 2005. Neste espaço poderás encontrar todas as informações que necesitas em relação à nossa Queima, de modo a teres oportunidade de presenciar todas as suas actividades!













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   SMS ONLINE: Ai ai! Ai ai! Schh…Tà calada! Procura-se jovem d nome Eurico de espl Silas ond tas? É o gema:) Adoro-te Serginho… MAMO_TE SALOME!! OLÉ IPAM!!! Amo-te Susana Alguém tem mortalhas? Meiros amo-te QUEIMA…QUERIDA UNIAO ESTUDANTIL IMENSAMENTE Mokante ANUAL FMUP 99: Copos na barrakinha fim concerto Kando acabam os testes de som? Força DUFF! O pessoal da ESCAIMBA vai seguir sempre as vossas VIAGENS! Parabéns. Ass people de MONCORVO Até q enfim chegou. 11 meses e 3 semanas depois ela voltou. Viva a queima do porto. Ciências rulez. Envia o teu SMS para 936262689 Envia o teu SMS para 936262689 Envia o teu SMS para 936262689 Envia o teu SMS para 936262689 Envia o teu SMS para 936262689 EVA CRISTINA AMO-TE MUITO 2 ANOS MARAVILHOSOS A vida são umas férias k a morte nos dá…curtam estas férias ISPGAYA ass: Lívio Não esqueças q és a mulher da minha vida Naninha Parabéns Zé é preciso coragem para aturar a mesma mulher 2 anos Para os manor! Parabéns. Vai Pedro. Ana Guedes Com vaselina António clemente, vais ver k ela nem sente;) O Miguel da Portucalense é satânico… Escondam as cabras! Era uma vez 3 porquinhos. 1 xamava-se Pedro outro Abrunhosa, eo outro usava óculos d sol! Tira-m essas lunetes seu pantomineiro! Assinado: Maria papoila CONNO Tenho a minha frente 3 ninas super lindas!:* Cacu Kero dormir ctg amo-te. Salomé Fez domingo Kuarta feira! Abrax p toda a academia do porto. Viva à queima A malta de Oliveira de azeméis sempre presente! Somos os maiores! E.E.I. 98 forever… Faísca (MIKE).Nutri shake! A barraca + fixe! Suse Viva as spice-girls de biologia… Anocas, Be, Kel e Solista! GROSSAS!!! HAVEMOS D SER SP AS MAIORES! AMO-VOS DO FUNDINHO DO CORAÇÃO! NUTRI OLÉ OLÉ! O 4 É FENOMENAL! TORRE D MONCORVO SP! TAGOY ONDE TAS? AMO-TE MARGARIDA CONDE…LUIS Madriñ xpero k sejs mt feliz c o nelsn. Ele merec. V ela s ñ o fazs sofrer. Bjs do afilhad K + t admiqa. Amo-te muito Katarina! Gémea calma…é hj k arranjas gajo. Abelhaloira e ju Ispgaya Reullez! Pedro, k rika kalca! Havia para homem? Mais uma vez lembrem- se da gestão d desporto! Ufp enfermagem! Salgado é grand! O nosso mestre Oh inválida não comes o Zé hoje… marta e Joana Gema diz: “era ele ou eu….foi ele….” ;) as aventuras do avelinoDecas estas ca? Abraço do teu afilhado e desculpa o que te fiz… já atinei abraço jordan… M. João… Es a mulher da minha vida… N posso mais… Tirem-m d quarto de banho de banho! Vítor e Zé vocesa são os maiores. Cris e Susana INFESTADO GANHAVAS MAIS COMO PALHAÇO DO QUE COM ENFERMAGEM!! Fernanda da telepizza, AMO.TE! De kem tu sabes Ou queres k assine? Ò Pedro… PEDRO, tu c essas calcinhas tas mm a pedi-las…ou melhor, a pedi-las…ou melhor, a PEDI-LOS!! O amor é uma chama que não apaga no meu coração graças ao teu fogo e calor…Amo-te Pedro um beijo doce da tua Ana Mais vale beber álcool e dizer umas merdas do k beber umas merdas e n dizer nada!! Ass. Seven_up mais um! Nem imaginam quem ca esta o rex de Bragança joão Félix, e a sua rexa vilma. Eheheheheh Mané, junta-te aos Hare Krishna. Hare, Hare, Krishna, Krisnha…. Precisam-se de CINCO maridas para um rapazola simpático e cheio de amor pra dar, de seu nome to Fisga. Ass: cavalonas & cavalonas SA Se eu fosse um dia o teu olhar… Se fosse o teu respirar… Amo-te Mt Espadinha ( Hélder)
Concepção e alojamento Weblevel