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Tó Ricciardi marcou de forma profunda a música de dança nacional, e toda a cultura que a rodeia. O seu papel como Produtor, Editor e DJ tem sido fundamental na consolidação desta expressão musical, entre nós.
Iniciando a sua actividade de DJing a meio dos anos 80, Tó Ricciardi passou por uma grande parte dos clubes mais marcantes de Lisboa, e de quase todo o país, tendo participado activamente no nascimento da cena House nacional, e influenciado decisivamente todos aqueles que a viveram com entusiasmo pela novidade, qualidade e constante inovação que esta deveria significar. Ao seu nome estão sempre associados termos como a exigência, a irreverência e o extremo bom gosto.
Locais como o Plateau (durante os oitenta!), a Locomia (nos dois anos iniciais), o Alcantra-Mar (hoje quase mítico…), o Universal Cascais, o Pacha Ofir (na sua mais saudosa fase inicial), e a Industria Lisboa, foram marcados pela forte personalidade de Tó Ricciardi como seu residente. Durante quase duas décadas de carreira Tó Ricciardi actuou ainda em clubes internacinais como 93 Feet East (Londres), Scuba (Sheffield), Club Europa (Paris), The Room e Tonk (Madrid), La Boite (Palma de Maiorca), Sugar Club (Toronto), Disco (São Paulo), e ainda Fundição Progresso e Skylounge (Rio de Janeiro); bem como Lux, Kremlin, Industria Porto, Vaticano, It, Rocks, ou Kadoc, entre outros, a nível nacional; além de ter marcado presença em festivais como Benecassim (Valência), OptimusHype (Meco) ou Yorn Soundsystem.
Mas é como produtor (além de como co-propriatário do estúdio Som de Lisboa) que Tó Ricciardi tem um papel verdadeiramente crucial no desenvolvimento da música de dança nacional, e no seu reconhecimento internacional.
Disco como “The shout” (Kaos/Twisted) e “Don’t wait for me” (Kaos/Tribal) são hoje autênticos clássico do House made in Portugal, assim como Shelter Av. (com Miguel Guia) e Erotic Sardines são nomes incontornáveis da mais moderna música nacional.
Em 1999, Tó Ricciardi funda (com André Roquete e Pedro Passos) aquele que terá sido o mais ambicioso e internacionalmente reconhecido projecto editorial com base em território nacional – a Nylon Discographics. Através da Nylon, Tó Ricciardi ajudou a dar corpo a nomes como Precyz, Type, Shrimp, Space Boys, Loopless, Cyz, Azóia ou Mr. Spock, patrocionou colaborações com projectos como Swag, Howie B., Laj + Quakerman (via Kami’Khazz…), ou Afro Mistyk, e estabeleceu aliados como Gilles Peterson, Kruder + Dorfmeister, Rainer Truby, e Nightmares on Wax, entre outros.
Tó Ricciardi remisturou ainda inúmeros projectos entre os quais se destacam Cool Hipnoise, Coldfinger e Balla, a nível interno, e Tosca, a nível externo.
Uma carreira cheia e duma importância inquestionável, que fazem de Tó Ricciardi uma das figuras mais decisivas do panorama musical nacional.
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Este é definitivamente um dos nomes a reter e a seguir atentamente nos próximos anos. Di Rosso distingue-se pelo seu estilo eclético aliado a um refinado gosto musical. A selecção criteriosa que apresenta em cada set leva-nos numa viagem por diversas sonoridades dentro da estética House, sendo as linhas de baixo pulsantes e inovadoras uma característica constante do seu som.
O que melhor caracteriza este artista são as suas misturas envolventes, que detêm um cunho emotivo e pessoal, aliadas a uma boa técnica, uma construção singular de cada set e um apurado sentido de pista, resultando numa experiência sensorial contagiante. O positivismo, a sensibilidade e a sensualidade que transmite nos seus sets contagiam o seu público, criando uma atmosfera muito particular.
De Nuno di Rosso podemos esperar um olhar sempre atento ao presente sem nunca descorar o passado, em busca do futuro.
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